7 de setembro de 2009

da paixão

© Rankin

"Pois que era um inebriamento que tinha o fim em si mesmo e ao qual nada parecia mais inoportuno e abominável que a sobriedade. Oferecia resistência a impressões que pudessem atenuar o seu efeito, rejeitando-as para se preservar por inteiro. Hans Castorp sabia, e chegara mesmo um dia a mencioná-lo, que a senhora Chauchat não parecia muito bonita quando vista de perfil; ficava com um ar rígido e um aspecto envelhecido. Que ilações tirava então? Evitava fixá-la de perfil, fechava literalmente os olhos quando por acaso a encontrava, ao perto ou ao longe, nessa posiçao que lhe desagradava. Porquê? A razão deveria ter rejubilado com tão feliz oportunidade para se fazer valer! Mas o que se pode exigir de um..."

A montanha mágica, Thomas Mann

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