14 de Fevereiro de 2012
Dos pesadelos
1 de Fevereiro de 2012
cala-te!
12 de Janeiro de 2012
adormecer assim
gostamos de conversas à volta da mesa, regadas a vinho e a gargalhadas, gostamos de falar de livros e de filmes, gostamos de fazer filmes, gostamos de partilhas, de histórias mesmo que não tão felizes quanto isso, com finais improváveis ou a incerteza do futuro, gostamos de fazer planos, encaixar viagens, projectos em calendários que inventamos pelo caminho, viagens sem data e hora marcada, apenas a certeza que um dia entramos no avião, gostamos de sair para o frio, de chegar a casa, gelados, e de enroscar pernas, braços, línguas e adormecer num abraço. acho que é só isso.
11 de Janeiro de 2012
queremos dias sem tempo
gostamos de dias de sol e do céu azul metalizado que se vê pela janela, mas não gostamos das paredes em volta nem do barulho constante da junta, da urgência das vozes, do tom de fim de mundo. agora era a hora em que pegávamos no casaco, na carteira, e de óculos de sol já postos, descíamos as escadas e não voltávamos enquanto não enchêssemos a alma de sol e cheiro a mar. isso e um livro. há tantos na ‘to read list’, empilhados por tamanhos na estante, uma prateleira diferente onde estão todos os outros que já foram folheados, alguns com pequenas marcas de café, riscos do verniz cor de desejo, as capas ligeiramente gastas de andarem aos tombos dentro da mala, sempre prontos a saltar cá para fora, na paragem do autocarro, no metro, em quaisquer cinco minutos de espera, para que o tempo se encolha e se encha de outras vidas. o mar, um livro e um chá quente e muitas horas para não pensar em nada, fazer fotossíntese num dia de sol e céu azul metalizado. e depois uma mesa de café de mármore, uma cadeira vintage, uma penumbra de muitos anos e mais páginas do mesmo ou de outro livro. queremos dias de sol e céu azul metalizado sem horas, sem tempo. isso ou o verão.
hoje encontrei-me numa citação de Einstein
Creativity is born from anguish, just like the day is born form the dark night. It's in crisis that inventive is born, as well as discoveries, and big strategies. Who overcomes crisis, overcomes himself, without getting overcome. Who blames his failure to a crisis neglects his own talent, and is more respectful to problems than to solutions. Incompetence is the true crisis."
Albert Einstein
7 de Janeiro de 2012
20 de Dezembro de 2011
da série 'frases que não me saem da cabeça'
[Maria Rita, minha alma [ou a paz que eu não quero]]
8 de Dezembro de 2011
dos sonhos
[Sabina Spielrein: "If you ever want to take the initiative, I live in that building there"]
7 de Dezembro de 2011
ashes to ashes dust to dust
4 de Dezembro de 2011
this day sucks

há dias em que nem comer gelado do pacote é capaz de nos deixar com algo semelhante, ainda que remotamente, a um sorriso.
2 de Dezembro de 2011
post em atraso
28 de Novembro de 2011
da vida e da falta dela
[restless, gus van sant]não li uma única crítica ao restless de gus van sant antes ou depois de entrar na sala um do king. não faço ideia do que dizem os entendidos, se para eles é tão óbvio como para mim que um filme tão centrado na morte, não é senão um filme sobre a vida. e eu tive que esperar que a sala esvaziasse antes de me atrever a levantar, fungando. podia dizer que a culpa é da TPM, e elaborar longamente sobre as hormonas e o efeito das mesmas sobre o saco lacrimal, mas não vale a pena. tenho uns quantos argumentos para andar a chorar pelos cantos, pelo que um dia que chega ao fim sem que não chore desalmadamente é um dia bom, dia em que não fique pelo menos de lágrima ao canto do olho é de abrir uma garrafa de qualquer coisa e festejar. as boas notícias é que felizmente estes últimos tem sido cada vez mais frequentes e a Cristas afinal não aumentou o IVA do vinho. Adiante, porque apesar dos motivos, exagero nas lágrimas. resteless é um filme sobre a vida, sobre a amizade, o amor adolescente e essas coisas tontas, e além de ter uma fotografia linda, a lembrar os filmes dos anos 70, tem tudo aquilo que eu gostaria de poder fazer agora, todos os dias, a toda a hora. tem passeios de mãos dada, tem brincadeiras sem sentido, tem caminhadas pelo campo, tem gargalhadas, passeios à beira rio, livros e músicas partilhadas, tem lágrimas, porque todo o grande amor só é grande ser for triste, tem beijos à chuva, tem muito mimo e partidas de Halloween que a mim me fizeram lembrar uma ida ao Ikea e de como ligamos um número considerável de cronómetros de cozinha, todos marcados para tocar daí a cinco minutos. E depois ficamos por perto, a assistir da plateia às reacções. Sim, somos infantis. Somos e gostamos tanto de ser.
“I’ve sung every morning since I met you”
9 de Novembro de 2011
hoje não iv
pega no telefone e liga para o escritório, diz-lhes que não vou, conta-lhes que preciso de todos os minutos do dia, que 24 horas não chegam, diz-lhes que preciso de matar as saudades antes que elas se atrevam a aparecer. enquanto ligas, encho a banheira, deito os sais verdes que deixam a casa a cheirar a spa, vou entrar devagarinho porque a água vai estar muito quente. Hoje não, diz-lhes que sofri de um ataque de melancolia antecipada, que o coração pode parar a qualquer momento e que precisa de repouso, quando desligares vem para a banheira. hoje não, a memória precisa de ser treinada, para que não se esqueça de nenhum dos pontos da geografia humana, quero tocar em cada centímetro de pele, para que os dedos se lembrem nos dias de abstinência, diz-lhes que precisamos de fazer amor, que precisamos de foder, para que os sentidos se alimentem para as noites que ai vêm. Liga para o escritório e diz que preciso de me encher de afectos, de mimo e gargalhadas, porque o inverno será longo e mais frio do que o costume. Hoje não. Pega no telefone e liga para o escritório…
desassossegada
4 de Novembro de 2011
6 de Outubro de 2011
24 de Setembro de 2011
caro anónimo,
[mas não desistimos. voltamos de vez em quando para matar saudades ou quando os anónimos nos lembram que estamos em falta *]
back home
4 de Agosto de 2011
3 de Agosto de 2011
agora vai lá escrever isto 200 vezes
[fazer copy past é batota]
31 de Julho de 2011
29 de Julho de 2011
28 de Julho de 2011
'bora fazer gazeta
25 de Julho de 2011
não voltes às receitas que te fizeram feliz
nunca acreditaste que não devemos voltar aos sítios onde fomos felizes, mas num fim-de-semana, demasiado cheio e com algumas dores à mistura, percebes que não deves tentar reproduzir as receitas da tua infância, numa espécie de regresso gastronómico aos dias mais felizes. mesmo que os ingredientes sejam conhecidos e não seja de todo complicado ‘entalar’ os vegetais, naquele ponto em que já não estão crus, mas também ainda não estão cozidos, misturar a farinha com o azeite, a aguardente, ou a cachaça à falta da primeira, com a gema do ovo e o sal e a pimenta. adivinhas a receita, porque a verdadeira, a original, está perdida numa memória corroída pelo tempo, pelo cabrão do velho alemão, juntamente com tantos momentos que querias que te voltassem a contar, as histórias dos primeiros dias, das primeiras gargalhadas, das primeiras lágrimas, dos primeiros amores, num tempo perdido num outro continente. não tentes reproduzir as receitas que te deixavam os sentidos a alerta, o sorriso sujo das frituras, a camisola com as marcas de tang. não repitas essas receitas porque os ingredientes mais importantes estão extintos, acabaram, houve ruptura de stock e a fábrica abriu falência. o sabor que te lembras estava envolto em caruma dos pinheiros, em correrias pela serra abaixo, no rebolar na relva em frente à casa grande de janelas de guilhotina, era partilhado com a tucha e a emília de trapos. aqueles sabores ficaram nos primeiros dias, nos dias verões que não acabavam nunca, nos banhos de rio, nas festas de setembro, nos cones de algodão doce, nas procissões e santas padroeiras. aquela receita, aquele sabor, saia dos dedos da minha avó, e é esse o sabor que queres de volta e não terás nunca.
23 de Julho de 2011
Shiu
30 de Junho de 2011
'há sempre estrelas cadentes'
9 de Maio de 2011
the big question
[não, ainda não fechamos a loja, nem passamos a ser mais do que uma. estamos tão só com mania das grandezas.]
14 de Março de 2011
it's a dirty job
"Não basta amar alguém. É preciso amar com coragem. É preciso amar de tal modo que nenhum ladrão, ou má intenção, ou lei, lei divina ou deste mundo, possa seja o que for contra esse amor. Nao nos amámos com coragem... foi esse o mal. E a culpa é tua, porque a coragem dos homens é ridícula em matéria de amor. É trabalho vosso, o amor..."













