14 de Fevereiro de 2012

Dos pesadelos

Light me a cigarette, please. Ou não. Limita-te a abraçar-me, prende-me com força entre os teus braços,envolve a minha mão a tua, deixa que os batimentos cardíacos abrandem, que a cabeça volte dos filmes série z em forma de pesadelo, demasiado reais para serem só um sonho, demasiado assustadores para serem reais. Sente-me aqui ao lado acordada, acorda também e abraça-me, aperta-me nos teus braços até que voltemos a adormecer os dois, abraça-me até que os sonhos sejam doces e a vida simples.

1 de Fevereiro de 2012

cala-te!



não abras a boca, não digas nada e nunca pares de sorrir. anything you say, can and will be use against you. os dias fazem mossa na vida de toda a gente, todos tropeçam nas horas encarriladas umas atrás das outras e ninguém se queixa. cala-te, quanto muito um 'vamos indo', e mesmo esse deve ser pronunciado de sorriso rasgado, quanto muito um dizer mal da crise, do IVA que aumentou, dos passes que estão mais caros, das reformas do presidente que não chegam, da troika que lhes leva os subsídios, férias compulsivas na Damaia ou em qualquer outro subúrbio, praia, com sorte, na Caparica. talvez se queixem da vizinha de cima que bate com os tacões no chão quando ainda é de noite, dos termómetros que teimam em descer, que está frio, que não se pode ligar o aquecedor, da chuva que não cai. talvez digam mal dos combustíveis que subiram mais uns cêntimos, da factura do supermercado que não pára de aumentar, do médico que ficou mais caro, do mais novo que precisa de uma consulta de dentista e do dinheiro que não estica. mas ninguém se queixa do que pode mudar, do que depende de si, do que tem nas suas mãos. por isso cala-te e mexe-te. faz pela vida. depois voltamos a falar.

12 de Janeiro de 2012

adormecer assim


gostamos de conversas à volta da mesa, regadas a vinho e a gargalhadas, gostamos de falar de livros e de filmes, gostamos de fazer filmes, gostamos de partilhas, de histórias mesmo que não tão felizes quanto isso, com finais improváveis ou a incerteza do futuro, gostamos de fazer planos, encaixar viagens, projectos em calendários que inventamos pelo caminho, viagens sem data e hora marcada, apenas a certeza que um dia entramos no avião, gostamos de sair para o frio, de chegar a casa, gelados, e de enroscar pernas, braços, línguas e adormecer num abraço. acho que é só isso.

11 de Janeiro de 2012

queremos dias sem tempo

© Murray Mitchell

gostamos de dias de sol e do céu azul metalizado que se vê pela janela, mas não gostamos das paredes em volta nem do barulho constante da junta, da urgência das vozes, do tom de fim de mundo. agora era a hora em que pegávamos no casaco, na carteira, e de óculos de sol já postos, descíamos as escadas e não voltávamos enquanto não enchêssemos a alma de sol e cheiro a mar. isso e um livro. há tantos na ‘to read list’, empilhados por tamanhos na estante, uma prateleira diferente onde estão todos os outros que já foram folheados, alguns com pequenas marcas de café, riscos do verniz cor de desejo, as capas ligeiramente gastas de andarem aos tombos dentro da mala, sempre prontos a saltar cá para fora, na paragem do autocarro, no metro, em quaisquer cinco minutos de espera, para que o tempo se encolha e se encha de outras vidas. o mar, um livro e um chá quente e muitas horas para não pensar em nada, fazer fotossíntese num dia de sol e céu azul metalizado. e depois uma mesa de café de mármore, uma cadeira vintage, uma penumbra de muitos anos e mais páginas do mesmo ou de outro livro. queremos dias de sol e céu azul metalizado sem horas, sem tempo. isso ou o verão.

hoje encontrei-me numa citação de Einstein

"Let's not pretend that things will change if we keep doing the same things. A crisis can be a real blessing to any person, to any nation. For all crises bring progress.

Creativity is born from anguish, just like the day is born form the dark night. It's in crisis that inventive is born, as well as discoveries, and big strategies. Who overcomes crisis, overcomes himself, without getting overcome. Who blames his failure to a crisis neglects his own talent, and is more respectful to problems than to solutions. Incompetence is the true crisis."

Albert Einstein

7 de Janeiro de 2012

home ii

there is no place like home, even if home is a state of mind.

20 de Dezembro de 2011

da série 'frases que não me saem da cabeça'

"Paz sem voz, não é paz, é medo"

[Maria Rita, minha alma [ou a paz que eu não quero]]


8 de Dezembro de 2011

dos sonhos

[a dangerous method, david cronenberg]

[Sabina Spielrein: "If you ever want to take the initiative, I live in that building there"]

Dormi 10 horas e meia de seguida. Profundamente. Quando acordei tinha ao meu lado o edredon esticado sem uma única ruga, inviolado, sinal de que me mantive todo o tempo na mesma posição ou que me mexi muito pouco, qualquer coisa como um porco no espeto, primeiro de barriga para baixo, depois de barriga para cima. Dormi 10 horas e meia de seguida e sonhei com um bebé, quase recém-nascido que a mãe, alguém que me era muito próximo, talvez a minha irmã, tinha deixado como que abandonado. Era gémeo de outro. Lembro-me de o tirar do berço e de ver que não tinha crânio, apenas o cérebro à vista, sinal da tal negligência, ou defeito congénito que levou ao abandono. Tentei protege-lo, cuidar dele, levá-lo ao médico, e tudo corria bem neste cuidar de quem se preocupa, de quem luta pela sobrevivência de outro, até chegarmos àquele momento em que o cuidar não era apenas proteger as feridas, pôr pomadas, que o cuidar era brincar, ensinar a crescer, dar tempo e atenção. E toda eu era impotência, por não saber como se faz. Percebi que nunca poderia ser mãe. Tudo isto acontecia num bairro que já não existe, atravessado por uma estrada. Agora havia uma ponte de ferro, uma estrutura intrusiva e gelada, e na estrada lá em baixo não passavam carros, mas havia muitas carcaças de ferro abandonadas. Este era um futuro que não imagino, que apenas vi nos filmes, longínquo e militarizado. Fugíamos a pé e de carro de militares armados, de polícias, num medo só. Fugíamos em bandos, escondíamo-nos em casas sem portas, com portas partidas, de janelas escancaradas, de vidros estilhaçados, telhados caídos. Corríamos por ruas cheias de lixo, malas abandonadas, abertas no meio da rua. Fugíamos, fugia, enquanto procurava o homem que amava e não me queria. Dormi 10 horas e meia de seguida e sonhei que amava um homem que não me amava.

[Ando a ler “Elegia para um americano” de Siri Hustvedt e esta semana vi “Um método perigoso” do Cronenberg. Só isso explica que eu, que nunca me lembro dos sonhos, me lembre deste com tantos detalhes. Quando chegar a casa espero ter uma chaise longue no meio da sala, com uma cadeira estrategicamente colocada junto ao sítio onde repousarei a cabeça.]

7 de Dezembro de 2011

ashes to ashes dust to dust 

As expectativas e as convenções são fodidas. Não sei se já escrevi isto aqui, senão escrevi, devia. Mas parece que de repente é suposto rasgar umas e outras, transformá-las em milimétricos pedaços de papel e queimá-las à braseira, para ter a certeza que se transformam em pó.

4 de Dezembro de 2011

this day sucks


há dias em que nem comer gelado do pacote é capaz de nos deixar com algo semelhante, ainda que remotamente, a um sorriso.

2 de Dezembro de 2011

post em atraso

a pensão amor pretende ser qualquer coisa que não é, quatro andares muito fashion, com pinturas de intervenção nas paredes, uma sex shop e um bar atafulhado com sofás forrados com imitações de pele de tigre e tias, muitas tias, escada acima, escada abaixo, com um tom olha para mim tão radical no cais sodré. a pensão amor quer ser alternativa mas fica a meio caminho. o antónio costa mete a mão e conseguiu estragar a única zona de lisboa que continuva genuína, onde os copos eram baratos e a música sempre a abrir. na porta ao lado, uma esplanada onde uma loira platinada, casaco de peles vestido, pinta os lábios. devolvam-me as ruas com as putas gordas, de lycra justa e banhas a saltar pelo cós, as putas mal fodidas, desconjuntadas, sem dentes. no americano a música está demasiado alta, mas é tão bom, a companhia, não a música, que ninguém se importa de estar aos berros para se fazer ouvir. e o cansaço da semana, de carregar o mundo às costas há demasiado tempo, pede mais cerveja e muitos passos de dança. o tóquio parece uma matiné dançante para as mulheres da ala geriátrica e gozamos com elas, mas há a hipótese de aquelas sermos nós daqui a 30 anos, nós sem saber envelhecer, mas não, aquilo é mau demais. o que interessa são as músicas do costume e o pensamento de que só me faltava ter-te ali para te levar para casa. danço até passar da hora, mas agora no novo cais do sodré já não se cumprem horários e a janis já não se cala quando batem as quatro. preciso de dormir, dormir um mês inteiro de preferência, e saio para o frio e para o cais que conheço, os bêbados aos caídos, os putos mal vestidos, as putas nas esquinas, a rua sem um centímetro de espaço livre. na cabeça um apito interminável e uma névoa de álcool. amanhã vou estar de ressaca.

28 de Novembro de 2011

da vida e da falta dela

[restless, gus van sant]

não li uma única crítica ao restless de gus van sant antes ou depois de entrar na sala um do king. não faço ideia do que dizem os entendidos, se para eles é tão óbvio como para mim que um filme tão centrado na morte, não é senão um filme sobre a vida. e eu tive que esperar que a sala esvaziasse antes de me atrever a levantar, fungando. podia dizer que a culpa é da TPM, e elaborar longamente sobre as hormonas e o efeito das mesmas sobre o saco lacrimal, mas não vale a pena. tenho uns quantos argumentos para andar a chorar pelos cantos, pelo que um dia que chega ao fim sem que não chore desalmadamente é um dia bom, dia em que não fique pelo menos de lágrima ao canto do olho é de abrir uma garrafa de qualquer coisa e festejar. as boas notícias é que felizmente estes últimos tem sido cada vez mais frequentes e a Cristas afinal não aumentou o IVA do vinho. Adiante, porque apesar dos motivos, exagero nas lágrimas. resteless é um filme sobre a vida, sobre a amizade, o amor adolescente e essas coisas tontas, e além de ter uma fotografia linda, a lembrar os filmes dos anos 70, tem tudo aquilo que eu gostaria de poder fazer agora, todos os dias, a toda a hora. tem passeios de mãos dada, tem brincadeiras sem sentido, tem caminhadas pelo campo, tem gargalhadas, passeios à beira rio, livros e músicas partilhadas, tem lágrimas, porque todo o grande amor só é grande ser for triste, tem beijos à chuva, tem muito mimo e partidas de Halloween que a mim me fizeram lembrar uma ida ao Ikea e de como ligamos um número considerável de cronómetros de cozinha, todos marcados para tocar daí a cinco minutos. E depois ficamos por perto, a assistir da plateia às reacções. Sim, somos infantis. Somos e gostamos tanto de ser.

“I’ve sung every morning since I met you”

9 de Novembro de 2011

hoje não iv

[fotograma The Reader]

pega no telefone e liga para o escritório, diz-lhes que não vou, conta-lhes que preciso de todos os minutos do dia, que 24 horas não chegam, diz-lhes que preciso de matar as saudades antes que elas se atrevam a aparecer. enquanto ligas, encho a banheira, deito os sais verdes que deixam a casa a cheirar a spa, vou entrar devagarinho porque a água vai estar muito quente. Hoje não, diz-lhes que sofri de um ataque de melancolia antecipada, que o coração pode parar a qualquer momento e que precisa de repouso, quando desligares vem para a banheira. hoje não, a memória precisa de ser treinada, para que não se esqueça de nenhum dos pontos da geografia humana, quero tocar em cada centímetro de pele, para que os dedos se lembrem nos dias de abstinência, diz-lhes que precisamos de fazer amor, que precisamos de foder, para que os sentidos se alimentem para as noites que ai vêm. Liga para o escritório e diz que preciso de me encher de afectos, de mimo e gargalhadas, porque o inverno será longo e mais frio do que o costume. Hoje não. Pega no telefone e liga para o escritório…

desassossegada

deito-me na cama, barriga para baixo, o edredon a cobrir-me até aos ombros, as mãos seguram o queixo. há horas que chove copiosamente. e à distância não se vê mais que o edifício das traseiras, alguns metros lá em baixo. excepto quando a noite se faz dia, quando a luz se acende e ilumina até à outra ponta da cidade. e depois o estrondo. uma árvore a cair no meio de uma floresta. uma grua a desabar na cidade. cansa-me o frio, a chuva, o inverno que ainda nem começou. cansam-me os dias cinzentos, amolecem-me a alma, que trago mais pesada. ao ponto de não saber se há quatro dias me dói a alma ou a cabeça. há sempre os versos de bernardo soares: "dói-me a cabeça porque me dói a cabeça. dói-me o universo porque a cabeça me dói."

4 de Novembro de 2011

see you...



6 de Outubro de 2011

By the way

'são todos eles, pensou. a mentirem-te mesmo na cara'

Ferrugem Americana, Philipp Meyer

26 de Setembro de 2011

[naomi watts in painted veil]


"quando a amava, mostrava interesse nas suas palavras, mas agora, que já não a amava, devia julgá-la simplesmente enfadonha."


o véu pintado, somerset maugham

24 de Setembro de 2011

caro anónimo,

quem é que podendo viver a vida prefere escreve-la?

[mas não desistimos. voltamos de vez em quando para matar saudades ou quando os anónimos nos lembram que estamos em falta *]

back home

a roupa saiu do corpo directamente para a máquina. o corpo directo para a banheira. lavar o fumo, a cerveja entornada ao ritmo de passos de dança, a quase bebedeira. este post teve mil começos, porque esta é daquelas noites que precisam de ficar registadas, enquanto se ouviam as músicas de sempre, arcade fire, joy division, red hot, u2, b52, e não sei quantas coisas nunca ouvidas. 'o armando não dá duas de seguida', dizíamos, ou gritávamos, fazendo-nos ouvir acima dos decibéis que fazem tremer as paredes, que passam pelas condutas de ar, que se ouvem ainda mais na casa de banho. não fiquei para ouvir janis. a noite acabou mais cedo, mas valeu cada momento. uma pulseira de festival, entregue à porta, como quem recebe velhos amigos, cerveja à borla a noite toda e os movimentos cada vez mais lentos, e o sorriso cada vez mais rasgado, as gargalhadas cada vez mais altas. três horas de dança fazem mais pela sanidade mental de uma mulher do que horas e horas de psicanálise e os bares eleição do cais sodré estão de novo de portas abertas. finalmente.

4 de Agosto de 2011

3 de Agosto de 2011


Quando é que abre a caça à galinha? Troca-se jantar de gajas por jogo do Benfica e bejecas.

e aceitas encomendas?

[Estou na penumbra de uma caverna a fazer vodu. Passem bem.]

agora vai lá escrever isto 200 vezes

não haverá estrelas cadentes que te salvem se continuares a pensar de uma forma e a fazeres sistematicamente o seu contrário.

[fazer copy past é batota]

31 de Julho de 2011

say yes!

29 de Julho de 2011

...




28 de Julho de 2011

'bora fazer gazeta

não sei que propósito descobri que the heart is a lonely hunter e agora apetece-me fazer gazeta e passar o resto da tarde a ler aquelas páginas em bits e bytes e seguir com o somerset maugham que me anda a fazer cócegas na aorta direita


[Virginia Del Rio]

[roubada no the heart is a lonely hunter porque a dor passa rápido, mas nódoas negras demoram a sair ]

'ameiga-me'

“If you can make a girl laugh, you can make her do anything.”
Marilyn Monroe

25 de Julho de 2011

não voltes às receitas que te fizeram feliz

[Ruben Vega]




nunca acreditaste que não devemos voltar aos sítios onde fomos felizes, mas num fim-de-semana, demasiado cheio e com algumas dores à mistura, percebes que não deves tentar reproduzir as receitas da tua infância, numa espécie de regresso gastronómico aos dias mais felizes. mesmo que os ingredientes sejam conhecidos e não seja de todo complicado ‘entalar’ os vegetais, naquele ponto em que já não estão crus, mas também ainda não estão cozidos, misturar a farinha com o azeite, a aguardente, ou a cachaça à falta da primeira, com a gema do ovo e o sal e a pimenta. adivinhas a receita, porque a verdadeira, a original, está perdida numa memória corroída pelo tempo, pelo cabrão do velho alemão, juntamente com tantos momentos que querias que te voltassem a contar, as histórias dos primeiros dias, das primeiras gargalhadas, das primeiras lágrimas, dos primeiros amores, num tempo perdido num outro continente. não tentes reproduzir as receitas que te deixavam os sentidos a alerta, o sorriso sujo das frituras, a camisola com as marcas de tang. não repitas essas receitas porque os ingredientes mais importantes estão extintos, acabaram, houve ruptura de stock e a fábrica abriu falência. o sabor que te lembras estava envolto em caruma dos pinheiros, em correrias pela serra abaixo, no rebolar na relva em frente à casa grande de janelas de guilhotina, era partilhado com a tucha e a emília de trapos. aqueles sabores ficaram nos primeiros dias, nos dias verões que não acabavam nunca, nos banhos de rio, nas festas de setembro, nos cones de algodão doce, nas procissões e santas padroeiras. aquela receita, aquele sabor, saia dos dedos da minha avó, e é esse o sabor que queres de volta e não terás nunca.

23 de Julho de 2011

Shiu

A mãe ficou em casa. O pai deixou-a descansar enquanto traz a criança até à esplanada. A criança grita e esperneia e deixa a mãe posta em sossego enquanto azucrina toda uma esplanada. Terá a mãe da criança um espacinho no sofá lá de casa para que se possa passar uma hora descansada?

30 de Junho de 2011

'há sempre estrelas cadentes'

foram tantos meses sem palavras por aqui, por falta de tempo para outras actividades que não sejam manter o coração cheio, por falta de tempo para uma vida paralela, porque a que há lá fora se compôs de tal forma que os bits e bytes deixaram de ser precisos. mas ontem, sob o céu estrelado de Lisboa, no mesmo sítio onde há um ano, mais coisa menos coisa, vi uma estrela cadente a quem pedi um desejo, senti vontade de voltar aqui só para dizer que há superstições que fazem sentido. 'há sempre estrelas cadentes' e algumas têm desejos embrulhados.

9 de Maio de 2011

the big question

Não conseguir achar piada aos homens da luta, não perder um segundo a ver os mais recentes ‘reality shows’ da televisão nacional ou os vídeos a favor e contra a pátria, vulgo vejam lá se aprendem oh finlandeses, faz de mim uma espécie de alien?

[não, ainda não fechamos a loja, nem passamos a ser mais do que uma. estamos tão só com mania das grandezas.]

14 de Março de 2011

it's a dirty job



"Não basta amar alguém. É preciso amar com coragem. É preciso amar de tal modo que nenhum ladrão, ou má intenção, ou lei, lei divina ou deste mundo, possa seja o que for contra esse amor. Nao nos amámos com coragem... foi esse o mal. E a culpa é tua, porque a coragem dos homens é ridícula em matéria de amor. É trabalho vosso, o amor..."

A herança de Eszter, Sándor Márai

16 de Fevereiro de 2011

[Hedi Slimane]

Estar cinco minutos, mais coisa menos coisa, a tentar abrir a porta do 3.º dto quando se mora no 4º dto., sem perceber porque raio a chave não funcionava e a desenhar mil cenários na cabeça, qualifica qualquer pessoa para internamento imediato, certo?

14 de Fevereiro de 2011

Henri Cartier-Bresson / Magnum Photos]


não há uma segunda oportunidade para criar uma primeira boa impressão e por mais que faças, os erros fazem parte da história e não são nunca perdoados nem esquecidos, estão lá sempre na cabeça do outro, para servirem de arma de arremesso a qualquer instante.

7 de Fevereiro de 2011

movo-me sem saber porque, nem para onde, como uma marioneta a quem puxam os cordéis no momento certo. é como se, sem aviso, de tanto dar se me esvaziasse a alma, a vontade, o ser.

17 de Janeiro de 2011

"Quando partires
se partires
terei saudades
e quando ficares
se ficares
terei saudades"

Adília Lopes in Marianna e Chamilly